quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Engenharia Genética

Engenharia Genética

        A engenharia genética é um ramo da biologia que trata da manipulação dos genes em um organismo, geralmente fora de seu processo reprodutivo natural. Os processos utilizados para tal envolvem frequentemente o isolamento, a manipulação e a introdução do DNA em um “corpo de prova”, geralmente para exprimir um gene.
         Mas antes de conferir as tecnologias utilizadas no processo, vamos ver alguns conceitos dessa área:
         Eletroforese: processo no qual os fragmentos gerados pelo corte de um DNA podem ser separados uns dos outros. Esse método consiste na utilização de uma placa de gel com fendas em uma das extremidades; soluções contendo fragmentos de DNA são colocadas nessas fendas essa extremidade é ligada ao polo negativo de uma bateria, e a outra extremidade, ao polo positivo, com a aplicação de uma ddp, os fragmentos de DNA se movem em direção ao polo positivo, visto que possuem carga elétrica negativa. Um esquema disso pode ser visto aqui:
         cDNA: o cDNA (DNA complementar) é o DNA sintetizado a partir de uma molécula de mRNA (RNA mensageiro) cujos íntrons já foram removidos numa reação catalisada pela enzima transcriptase reversa.
         Quimera: a quimera é um organismo que tem duas ou mais populações de células geneticamente distintas que tiveram origem em diferentes zigotos
         Nocaute: o organismo nocaute é um indivíduo modificado para não expressar determinado gene.
         Transgênico: é um organismo no qual foi introduzido pelo menos um gene oriundo de outro indivíduo da mesma espécie ou de espécie diferente.
         O surgimento de indivíduos como esses pode, no entanto, causar problemas como a intoxicação, a perda de biodiversidade (visto que há a seleção artificial agindo com o intuito de obter mais indivíduos favoráveis economicamente ou por outros motivos), danos ao ambiente, e escape gênico (quando ocorre a passagem de um gene modificado em alguma espécie para outros indivíduos da mesma espécie ou de espécies diferentes).
Tecnologia do DNA Recombinante
         Nesse mecanismo, as enzimas de restrição (endonucleases de restrição), que são enzimas encontradas em bactérias (procariotos), atuam como “tesouras moleculares” reconhecendo sequências de pares de bases específicas em moléculas de DNA e cortando-as nesses pontos.

        Essas enzimas são altamente específicas, cada tipo de enzima reconhece e corta apenas uma determinada sequência de nucleotídeos, em geral constituída por 5 ou 6 pares de bases nitrogenadas.
         Após os fragmentos serem separados, a DNA ligase é utilizada para unir os fragmentos obtidos, produzindo assim, o DNA recombinante.
         Os vetores de expressão também são utilizados nesse evento, eles permitem a introdução de um ou mais genes de interesse em uma célula (organismo) alvo no qual ele(s) pode(m) se expressar. Os principais vetores são vírus e plasmídeos de bactérias e de leveduras.
         Esse vídeo mostra um esquema de como ocorre o processo descrito:
Expressão Gênica
         Os genes de eucariotos possuem íntrons e procariotos não. Uma solução para isso é a seguinte: a construção de um DNA a partir do mRNA já processado (após o Splicing), usando a transcriptase reversa: o cDNA. É utilizado um promotor que tenha grande atividade na célula receptora.
         Essa prática possui aplicações como:
·        Transgênicos e biofábricas
·        Biblioteca Genômica e de cDNA: coleção de fragmentos representativos da totalidade do genoma de uma célula ou organismo. Estão presentes tanto as regiões codificantes quanto as não-codificantes.
·        Terapia Gênica: inserção de genes normais, por meio de vetores adequados, nas células e tecidos que apresentam genes anômalos causadores de doenças de um indivíduo para o tratamento de uma doença; em especial, doenças hereditárias. Pode ser mais bem visualizada nesse vídeo:
·        Vacinas de DNA: é a introdução em humanos dos genes responsáveis pela produção dos antígenos do patógeno para estimular o sistema de defesa.
·        DNA Fingerprint: é o corte de regiões específicas dos cromossomos (com as enzimas de restrição), separação desses fragmentos por meio da eletroforese, e revelação da digital genética do indivíduo (conjunto de bandas).
Projeto Genoma Humano
        
         Em outubro de 1990, foi oficialmente lançado o Projeto Genoma Humano. Liderado pelos EUA, um grupo de 18 países (entre eles o Brasil) inicia um dos mais ambiciosos empreendimentos na área científica de que se tem notícia. Esse projeto visa o mapeamento e sequenciamento do DNA presente nos 24 tipos de cromossomos humanos (22 autossômicos e os 2 sexuais: x e y)
         Apenas 3% dos 3 bilhões de pares de bases do genoma humano correspondem a genes, os outros 97% são sequências não-codificantes que, como já vimos, não são transcritos para molécula de RNA.
Clonagem
        
         A clonagem é a obtenção, por via de cultura, numerosas células vivas idênticas a partir de uma única célula. Entre as perspectivas da engenharia genética estão:
·        Plantas resistentes a pragas e ao clima;
·        Animais maiores e mais fecundos;
·        Animais com órgãos semelhantes aos humanos;
·        Alimento com sabor e valor nutricional alterado;
·        Alimentos como vacina e medicamento;
·        Prevenção do Câncer;
·        Imortalidade celular;
·        Eugenia (melhoramento genético) e
·        Bancos de genes e terapêuticas

Há diferentes tipos de clonagem, entre eles estão:
        
         Reprodutiva: nesse tipo de clonagem, ocorre a cópia de indivíduos; foi utilizada a seguinte técnica para clonar uma vaca:

1.   São retiradas células de um pedaço de pele da orelha de Vitória (vaca clonada).
2.   No laboratório, isolam-se as células e é estabelecida a linhagem. A partir dessa análise, são escolhidas as células que vão doar o núcleo para reconstruir o embrião.
3.   As células isoladas são colocadas no interior de um óvulo de outra vaca, que teve o núcleo da célula previamente removido.
4.   Ainda no laboratório, é realizado o processo de eletrofusão, no qual as células são transferias para uma espécie de câmara mantida em 39 graus Celsius por uma semana.
5.   Os embriões que se desenvolvem nesse período são transferidos para o útero de uma vaca, chamada mãe de aluguel. No caso de Vitória, a gestação levou 293 dias e transcorreu sem problemas.
      Terapêutica: nessa prática há a recuperação de tecidos ou órgãos danificados. Diferencia-se da reprodutiva ao passo que a blástula não é introduzida no útero, esta é utilizada em laboratório para a produção de células a fim de produzir tecidos ou órgãos para transplante.

         Molecular: sistema de clonagem que se dá a partir da estruturação de um DNA recombinante, que se replicam quando é colocado em uma célula bacteriana. Na bactéria, além do DNA, existe também o plasmídeo, que é uma molécula de DNA circular encontrada em bactérias que podem ser utilizadas para levar DNA de um organismo para outro de uma espécie diferente. O plasmídeo é retirado da bactéria e cortado pela enzima de restrição.
         Depois, um fragmento do plasmídeo, se une ao outro fragmento de DNA de um organismo diferente, que fica sujeito a outra ação de tal enzima de restrição, a enzima DNA Ligase está comprometida neste processo. Ao final deste processo, resulta-se um plasmídeo com o nome de vetor, que é inserido na célula bacteriana para se replicar.

Células-Tronco
         As células-tronco são células indiferenciadas com alta capacidade de mitose, podem ser de três tipos:
·        Totipotente: pode originar todos os tipos celulares (um organismo completo), está presente na mórula, é uma célula-tronco embrionária (CTE).
·        Pluripotente: origina muitas tipos celulares (ectoderme, mesoderme e endoderme), contida no blastocisto, também é uma CTE.
·        Multipotente: origina alguns tipos celulares, são células-tronco adultas (CTA).
        
         Também existem as células-tronco de pluripotência induzida (IPS), que são células adultas maduras retiradas do nosso corpo ou de um animal, e que são reprogramadas para se transformar em uma célula-tronco pluripotente. Essas células são utilizadas na clonagem terapêutica.


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Modernismo

Modernismo
         O modernismo no Brasil começou oficialmente com a Semana de Arte Moderna em fevereiro de 1922 (nos dias 13, 15 e 17), com esse evento os artistas queriam chamar a atenção para a renovação artística que estava começando.
         O modernismo se divide em três fases:
·        1ª Fase (1922 – 1930): foi a fase que definiu e implantou o movimento. É chamada de destruidora.
·        2ª Fase (1930 – 1945): constituída por diversos elementos da primeira geração, agora mais amadurecidos, que passam de “uma fase crítica a uma fase mais criadora” e por valores novos. É a fase da construção.
·        3ª Fase (1945 – hoje): fase de depuração, de acentuada preocupação formal. É chamada de pós-modernismo.

1ª Fase (1922 – 1930)
        
         É chamada também de fase demolidora ou heroica (destruição e construção). Defendiam a reconstrução da cultura brasileira sobre bases nacionais; defensores de uma visão nacionalista, porém crítica, da realidade brasileira.
         Ocorre uma orgia intelectual, na qual obras, grupos, movimentos, revistas e manifestos são produzidos, há uma implementação definitiva do movimento modernista, marcando a maturidade e autonomia da literatura brasileira.
         Os principais manifestos dessa época são: o “Manifesto Pau-Brasil”, o “Verde-Amarelismo”, a “Escola da Anta” e o “Manifesto da Antropofagia”.
·        Manifesto Pau-Brasil: ele procurava “ver com olhos livres”, sem preconceitos, pregava a valorização da cultura brasileira como um todo, exaltava a poesia primitiva (com o intuito de voltar às origens) e dizia que fariam uma poesia de exportação (tão boa que a Europa iria querer ler, o motivo de ela ser tão boa, seria o uso da cultura nacional em seus textos).
·        Verde-Amarelismo: é uma reação ao Pau-Brasil, demonstrava um nacionalismo ufanista (exagerado, cego) com inclinação para o nazi fascismo, apresentava xenofobia.
·        Escola da Anta: nesse manifesto a anta e o índio tupi são os símbolos da nacionalidade primitiva.
·        Manifesto da Antropofagia: prega a “devoração” da cultura estrangeira, ele queria pegar o que havia de melhor na cultura de outros países e juntar com a nacional; ele não negava a cultura estrangeira, mas também não a copiava ou imitava.
Autores

         - Mário de Andrade: foi o “cabeça” da 1ª fase, ele deu substância teórica ao movimento. Em seu livro “Paulicéia Desvairada” (1922) escreveu o “Prefácio Interessantíssimo”, que é conhecido como o “manifesto modernista”. Mário soube conciliar as lições do passado e as conquistas do presente, tinha interesse pela música, folclore, antropologia, etnografia, psicologia, etc. Ele busca a destruição dos padrões literários vigentes (rupturas sintáticas, flashes cinematográficos, neologismos, fragmentação, elisão...)
         Suas principais obras foram:
·       Paulicéia Desvairada: primeiro livro de poemas do modernismo
·       Macunaíma: escrito de maneira oral, como o povo fala, representante da Antropofagia. Para escrever esse livro, Mário viaja pelo Brasil e conhece o folclore nacional. Macunaíma é preguiçoso, mas esperto, tinha dois irmãos, e consegue o Muiraquitã (amuleto), que perde mais de uma vez; no livro, Macunaíma apronta altas confusões que até Deus duvida com o intuito de recuperar o amuleto! Representa uma nova forma de literatura.
·       Amar, Verbo Intransitivo.


         - Manuel Bandeira: esse autor procura o resgate do lirismo poético e é considerado o mestre do “verso livre” no Brasil. Os temas recorrentes em seus textos são: vida, morte, amar, erotismo, solidão, angústia existencial, cotidiano e infância. Paraíso sonhado/ Paraíso perdido. Ele tem a habilidade de extrair poesia das banalidades do cotidiano. É o “coração” da turminha modernista.


         - Oswald de Andrade: ele é considerado as “mãos” do movimento modernista, coloca as ideias em prática. É um rapazinho debochado, irônico, crítico, nacionalista sem ser ufanista, faz contradições moderno-primitivas. Síntese, rupturas sintáticas e lógicas, imagens bruscas, fragmentação.
         Principais obras:
·        Pau-Brasil (poesia)
·        Memórias Sentimentais de João Miramar
·        Serafim Ponte Grande

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Esquema Sobre o Brasil e a América do Sul

O Brasil e a América do Sul
         O Brasil tem uma das agriculturas empresariais mais eficientes do mundo, muitos recursos naturais, mas diferentemente da Rússia, China e Índia, ele está situado longe dos principais polos de poder mundial. A diversificação das correntes de comércio e o esforço de abertura dos grandes mercados agrícolas são prioridades de nossa política comercial. O Brasil é líder na produção de “combustíveis verdes”.
         Durante muito tempo, o Brasil não procurou interagir com a América do Sul, mas com a criação do Mercosul e a aliança com a Argentina, esse quadro mudou; o projeto geopolítico brasileiro em voga é a integração da América do Sul.



O Brasil e o Sistema Internacional
         Juntamente com a Rússia, a China, a Índia e a África do Sul (mais recentemente), o Brasil está no grupo chamado “BRICS”, que denomina esse conjunto de países emergentes semelhantes por seus grandes territórios, populações e PIBs.
         No século XX, o Brasil se dedicou ao projeto de desenvolvimento industrial com base no modelo de substituição de importações (cujos principais nomes foram Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, JK). A proteção ao mercado interno, o estímulo aos investimnetos industriais e a criação, pelo Estado, de industrias de base orientaram a expansão econômica observada entre 1930 e 1970. O esgotamento desse modelo, que se mostrou nos anos 80, promoveu a abertura da economia na década de 90; nesse novo modelo, a economia mundial e o sistema internacional ganham importância inédita para o Brasil.



O Comércio Multidirecional: a composição do comércio exterior brasileiro variou ao longo do tempo. Atualmente, o Brasil insere-se na globalização como um grande exportador de artigos agrícolas e suas exportações se beneficiam do crescimento acelerado da demanda por comida na Ásia (especialmente China e Índia); por isso a exportação de manufaturados, a partir do início do século XXI, parou de crescer.
         Uma característica marcante do seu comércio é a multidirecionalidade, é nesse sentido que se costuma classificar o Brasil como um “global trader”. Tradicionalmente a União Europeia e os EUA figuram como grandes parceiros comerciais do Brasil, mas a partir da consituição do Mercosul, a Argentina ganhou grande destaque nas negociações com o Brasil, na última década, a China também se tornou uma grande parceira comercial do país.

O Brasil e as Instituições Internacionais: durante a maior parte do século XX, o Brasil queria assegurar o melhor ambiente externo possível para a continuidade do desenvolvimento externo. Com o regime militar, foi elaborado o projeto “Brasil Potência”. Esse projeto almejava garantir a supremacia do país na América do Sul em um contexto de rivalidade crescente com a Argentinha, os militares procuravam a aquisição de tecnologia de lançamento de mísseis e enriquecimento de urânio para fazer biribinhas atômicas.
         Só que mais tarde, para a tristeza de Plínio de Arruda e Enéas Carnero =(, o Brasil assinou o TNP (Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares). A aproximação com los hermanos e a redemocratização na segunda metade da década de 80 modificaram o cenário estratégico (em ingês “strategic”), o país abandonou um programa nuclear secreto que tinha e redirecionou o programa espacial para objetivos comerciais.
         O Brasil procura se converter num ator global e reforçar sua presença nas instiuições internacionais, ele quer participar do G-8, que é fodinha (antes de incorporar a Rússia era G-7).

O Sistema Sul-americano
         O Brasil e a Argentina apresentam uma rivalidade histórica, que começou antes mesmo da independência, evidenciando-se na disputa pelo controle do Uruguai; mas na Guerra do Paraguai (1864-1870), onde o animal do Solano López achou que poderia vencer a aliança cujos principais países eram Brasil e Argentina, houve uma demonstração bem pequititita de início de integração entre Brasil e Argentina.
A Trajetória do Mercosul: a redemocratização e a aproximação dos países da América do Sul possibilitaram a criação dessa união aduaneira. Essa junção foi também uma resposta ao esgotamento dos modelos econômicos (visualizado nos anos 80) e a nova conjuntura internacional, após o final da Guerra Fria (anos 90).
         O Mercosul sustenta-se sobre o intercâmbio comercial e tem o eixo estratégico apoiado na cooperação entre Brasil e Argentina na primeira década de existência as trocas comerciais no âmbito do Mercosul multiplicavam-se, porém a crise econômica na Argentina (2001) prejudicou fortemente a evolução do bloco.
          A crise argentina de 2001 está entre os piores momentos da Argentina (junto com a derrota futebolística para o Brasil em 2007 e o Maradona falando que sairia pelado nas ruas se a Argentina ganhasse a Copa do Mundo). Até a década de 70, a Argentina era forte; após esse período foi abatida pelos seguintes fatores:
·        Crise do petróleo;
·        Ditadura militar;
·        Guerra das Malvinas;
·        Crise da dívida externa;
·        Hiperinflação (anos 80)

         Nos anos 90 alcançam a estabilidade econômica com o Plano Cavallo (no qual queriam combater a inflação e queriam colocar a paridade monetária 1 peso = 1 dólar na constituição); mas como tiveram problemas para manter as reservas, deu merda.

O Projeto de Integração Sul-Americano
 
         Visa a integração Brasil-Paraguai-Bolívia almejando saídas marítimas, estradas de ferro (Brasil-Bolívia, Madeira-Mármore, Noroeste), rodovia 227 (Assunção-Paranaguá) entre outros.
         Atualmente há uma Iniciativa de Integração de Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA) que propõe os trechos:
·        Eixo Mercosul-Chile: RJ e SP – Montevideo e Buenos Aires – Santiago e Valparaíso (Chile)
·        Eixo Interoceânico: Santos e Paranaguá – Arica (Chile)
·        Eixo Venezuela – Brasil – Guiana – Suriname: Manaus – Caracas
·       Eixo Amazonas: interligar a navegação fluvial amazônica (Brasil) às redes fluviais e rodoviárias do Peru, Equador e Colômbia
·       Eixo Peru – Brasil – Bolívia: Porto-Velho – Matarani (Peru) – Conexão Rodoviária

Também almejam a integração energética:

·        Acordos hidrelétricos bilaterais;
·        Cooperação entre estatais de petróleo;
·        Rede sul-americana de gasodutos.
                   Além de tudo isso, também há a UNASUL, que é uma união intergovernamental que integra as duas uniões aduaneiras existentes na região: o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a Comunidade Andina de Nações (CAN), como parte de um contínuo processo de integração sul-americana. A Unasul é inspirada na União Europeia e é formada pelos doze países da América do Sul, cuja população total foi estimada em 396.391.032 habitantes, em 2010.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Oriente Médio

Oriente Médio
         O Oriente Médio tem sido notícia em diversos jornais e outros meios de comunicação ultimamente, mas por quais motivos esse “barril de pólvora” tem ganhado tanto destaque? Bom, são muitos, vamos visualizar um histórico dessa região antes:
         Fatores responsáveis pela permanente instabilidade regional incluem:
·        A sua posição geográfica estratégica (conexão entre Ásia, África e Europa);
·        Grande diversidade étnica, cultural e religiosa envolvendo turcos, persas, árabes, curdos, judeus e pashtuns (principalmente o judaísmo e o islamismo);
·        Fronteiras artificiais: até a 1ª G.M., o Império Turco-Otomano controlava, após a 1ª G.M., Inglaterra/França assumem a tutela do Oriente Médio;
·        Abundância em petróleo, eles tem muito petróleo em quantidade e em qualidade;
·        Nessa área há um grande contraste entre muita riqueza e muita pobreza, fundamentalismo religioso, cujo radicalismo pode levar ao terrorismo;
·        A criação do Estado de Israel por uma resolução da ONU de 1947; é um país predominantemente judeu, mas com presença de sunitas e xiitas (árabes islâmicos) e curdos;
·        Movimentos pela liderança regional (pan-islamismo, pan-arabismo) – em 50~70 Nasser queria a formação da RAU (República Árabe Unida), em 1956 promove a nacionalização do canal de Suez com o apoio de Krushev;
·        Disputa por poder político, por territórios e por recursos hídricos, a Guerra Fria (e suas heranças), a Doutrina Bush (Afeganistão 2001 e Iraque 2005) e a frequente utilização do terrorismo;
·        Movimentos populares contra os governos ditatoriais (Primavera Árabe), atualmente estão intensos na Líbia e na Síria (começou na Tunísia com a crise global, tendo sua principal divulgação feita por meio de redes sociais).


Principais Conflitos:

         Conflito Árabe-Israelense: A ONU, em uma resolução de 1947, criou Israel e Palestina.

1.   Começou a Guerra da Independência em 1948.

2.   Em 1956 começa a Guerra de Suez, na qual Nasser (presidente do Egito de 1952 a 1970) queria ocupar o canal de Suez e sofre um contra-ataque, nisso ele recebe socorro soviético. Nasser é nacionalista, almejava o desenvolvimento do mundo árabe e pregava o Pan-arabismo (queria a criação da RAU, República Árabe Unida).

3.   Guerra dos Seis Dias (1967): é uma iniciativa de Israel, uma guerra relâmpago, na qual Israel ocupa: Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jerusalém Oriental, Colinas de Golan e a Península de Sinai.

4.   A Guerra do Yan Kippur (1973) foi uma iniciativa do Egito e da Síria, que fizeram ataques no “Dia do Perdão” a Israel. Essa guerra está relacionada à Crise do Petróleo de 1973, na qual a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) aumentaram o preço do petróleo em mais de 300%, em protesto ao apoio dos EUA a Israel.

5.   1987: 1ª Intifada (Guerra das Pedras) – Foi um movimento nacional Palestino. Nesse movimento, jovens palestinos pedem que os judeus (Israel) saiam das terras ocupadas na Guerra dos Seis Dias; o mundo se sensibiliza e passa a pressionar Israel. Acredita-se que esses jovens tenham sido manipulados pela Organização pela Libertação da Palestina (OLP), que era liderada por Yasser Arafat; outro possível grupo por trás do movimento é o Hamas (que hoje controla a Faixa de Gaza).

        1ª Guerra do Golfo (1990): nesse conflito, o Iraque (então liderado por Saddam Hussein) resolve anexar o Kuwait, seu vizinho, alegando que ele não deveria existir, era uma fronteira artificial, roubava petróleo da fronteira e atrapalhava a saída para o mar. Na verdade Saddam queria petróleo, tinha uma dívida com o Kuwait a qual não queria pagar, buscava liderança regional e pregava um “Pan-arabismo”, diferente do de Nasser.
        
         Guerra Irã x Iraque (1980 – 1988): foi o resultado de disputas políticas e territoriais entre ambos os países. O Irã, em 1979, teve o poder tomado por um grupo religioso, liderado pelo Aiatolá Khomeini (foi a Revolução Islâmica). Essa revolução ocorreu após o Xá Mohammad Reza Pahlavi, nos anos 70, ter feito a Revolução Branca, em que foi pressionado pelos EUA a mudar hábitos do país a fim de se tornar mercado consumidor.
        
         Revolução Islâmica no Irã (1979): O Aiatolá Khomeini instala uma teocracia e rompe relações com os EUA, em um episódio desse conflito, a embaixada americana é sequestrada. Khomeini fala em Pan-islamismo; enquanto isso no Iraque (maioria xiita) o líder era Saddam Hussein (sunita). O conflito entre Irã e Iraque também se dá em função do Canal de Chatt-el-Arab. Na guerra, EUA venderam armas para o Irã.

Acordos de Paz dos anos 90 (Acordo de Oslo):
         EUA mediam acordo por meio de Bill Clinton. Israel era comandada pelo primeiro ministro Yitzhak Rabin (PT), e Palestina por Yasser Arafat (OLP). Houve 3 acordos: Oslo I, Oslo II e Wye Plantation.
·        Oslo I (Gaza-Jericó, 1993): Autoridade Nacional Palestina (ANP) – administra a Faixa de Gaza e Jericó (Cisjordânia); judeus ficam responsáveis pela defesa e rel. exteriores.
·        Oslo II (1995): Tratou da Cisjordânia (menos de 10% do controle ficou com a Palestina, mais ou menos 20% do controle ficou misto, e 70% do poder ficou com os judeus). Resultou no assassinato de Yitzhak Rabin.
·        Wye Plantation: redimensiona as 3 sub-regiões da Cisjordânia (palestinos: 18,2% ; misto: 21,8% ; judeu: 60%).
1.   Netanyahu renuncia, Ehud Barak (PT) é eleito e faz uma proposta: devolução de 90% da Cisjordânia, da porção oriental de Jerusalém e da Faixa de Gaza aos palestinos e o reconhecimento do Estado Palestino.
2.   Exigências de Israel: reconhecimento do Estado de Israel pelos países árabes e proibição do retorno de refugiados palestinos.

         Ocorre então o início da 2ª Intifada após a visita de Ariel Sharon, líder do Likud, à Esplanada das Mesquitas em Jerusalém (2000). Após desestabilizar o governo, Ariel Sharon vence as eleições e torna-se 1° ministro (2001). É retomada a espiral de violência na região com interrupção e retrocesso do processo de paz.
         Em 2005, após a morte do líder palestino Yasser Arafat, Sharon devolve e desocupa a Faixa de Gaza num processo de retomada da busca por paz (Mapa do Caminho). Após dividir o partido com sua decisão, Sharon cria um novo partido: o Kadima. Logo em seguida, Sharon entra em coma e seu substituto, Ehud Olmert, vence as eleições.
         Durante seu governo, Ehud Olmert autoriza ataques ao Líbano (2006) e a Faixa de Gaza (2008/2009). Nas eleições de 2009, Benjamim Netanyahu (Likud) vence e o processo de paz mantém-se interrompido. Os palestinos levam um pedido de reconhecimento à ONU.
        
         Iraque: 2003 – EUA e aliados invadem (interessados em petróleo).
         Irã: Ahmadinejad é o atual presidente, amigo da China e da Rússia. Problema com os Estados Unidos: tem muito petróleo e não dialoga com eles.
         Afeganistão: em 2001 foram autorizados ataques por parte dos EUA, procurando derrotar o Taliban e Al Qaeda.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

DUB

DUB
        O DUB (Jamaica – 1960) é conhecido como o remix do reggae; nesse estilo o baixo passa a ter muita importância, as músicas tinham efeitos especiais (pássaro, relâmpago, etc.).
        O DUB veio primeiro que o rap, e o rap está diretamente ligado ao DUB.
Rap x DUB

Rap
DUB
Improvisadores
Freestyler
Toasters
Rimadores
RAPs
DJs
DJs
DJs
Seletores

        DUB no Brasil:
        Foi a banda “Paralamas do Sucesso” que lançou o DUB no Brasil
        Outros artistas nacionais que fazem uso desse estilo: O Rappa e Chico Science (entre outros)
        Chico Science é um cantor e compositor de Olinda, é um dos precursores do “Mangue Beat”; ele mistura músicas regionais como o Maracatu com o rock, o hip hop, funk e música eletrônica. Ele fazia parte de grupos de hip hop em Pernambuco, e o nome “Science” é homenagem a um quadrinista francês.

        PS.: Uma curiosidade, o álbum do Pink Floyd “Dark Side of The Moon” teve uma releitura feita em estilo DUB pela banda “Easy Star All-Stars” que se chama “Dub Side of The Moon”, é muito interessante.

Tim Maia

Tim Maia!

        Decidi fazer dieta: em 2 semanas perdi 14 dias” (Tim Maia, o gênio)

        Em 1956, Tim Maia (também conhecido como “síndico”), fundou o seu primeiro grupo: “Os Tijucanos do Ritmo”, em 1957 já forma a banda “Os Sputniks”, e aos 17 anos, após a morte do pai, foi para os Estados Unidos da América, onde inicia a sua carreira de vocalista formando o conjunto “The Ideals”.
        Tim Maia permaneceu nos EUA até 1963, quando foi preso por porte de marijuana; após 6 meses de espera, foi deportado. Ele compôs a música “Primavera”, que foi regravada pela banda Pato FU junto com umas crianças por aí.